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5 anos se passaram...

March 11, 2016

 “11 de março de 2011. O céu amanheceu escuro, carregados de nuvens...“, capítulo 11 do livro.

 

Há exatamente 5 anos, em uma sexta-feira como esta, o Japão viveu um dos piores desastres naturais ocorrido no país.

 

 “O Sismo e tsunami de Sendai de 2011 foi um sismo de magnitude de 8,9 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 14:56 no horário local de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. O sismo atingiu o grau 7 — a magnitude máxima da escala de intensidade sísmica da Agência Meteorológica do Japão — ao norte da Prefeitura de Miyagi, grau 6 em outras prefeituras e 5 em Tóquio.

 

 O sismo provocou alertas de tsunami e evacuações na linha costeira japonesa do Pacífico e em pelo menos 20 países, incluindo toda a costa do Pacífico da América do Norte e América do Sul. Provocou também ondas de tsunami de mais de 10 m de altura, que atingiram o Japão e diversos outros países. No Japão, as ondas percorreram mais de 10 km de terra.“

 

 O ocorrido ganhou destaque na mídia internacional, sendo ainda lembrado por muitos.

 

 Aqueles que, felizmente, não vivenciaram a tragédia, poderão ter essa experiência atráves do livro  “Um milagre em minha vida“.

 O capítulo 11 “Apocalipse“ (como o prório nome já diz), será voltado nesse período.

 

 Acompanhe uma parte: 

 

 

      11 de Março de 2011, o céu amanheceu escuro, carregado de nuvens. Uma leve brisa soprava seu rosto enquanto se distraia no celular, em frente à sua casa, à espera de sua carona. Quando um carro de pequeno porte, branco, chegou até ela e parou à sua frente.

    – Bom dia, Simone! – cumprimentou Silvia, entrando no carro.

    – Bom dia, Silvia! – cumprimentou sua irmã.

     No meio do caminho para o serviço, Simone comentou enquanto dirigia:

    – Nossa... Acho que vai cair uma tempestade – olhando para o céu.

    – Eu nem trouxe guarda-chuva...

 

    À tarde, no meio do serviço, Simone saiu do prédio de três andares da cor amarelo mostarda onde trabalhava e seguiu para o barracão ao lado, onde trabalhava sua irmã.  

    Ao olhar para o céu, de tão surpresa, parou onde estava, pois parecia ainda mais escuro e as nuvens pareciam formar buracos no céu. Os pássaros voavam em bando para uma única direção e a brisa soprava cada vez mais forte. Simone balançou levemente a cabeça e continuou a caminhar em direção ao barracão. Enquanto caminhava, tirou seu celular do bolso da calça, eram 14:20. Simone achou curioso, pois nunca vira o céu daquela maneira. 

      Assim que teve oportunidade, foi até sua irmã para comentar:

      – Precisa ver o céu... Acho que vai cair uma tempestade! – apreensiva. 

      – Está tão feio assim? – perguntou Silvia, enquanto examinava as peças.

      – Está ainda pior que de manhã. Você acredita!? – assustada.

      – Eu estou tão feliz que segunda-feira é feriado, que nem ligo! – comento Silvia, feliz por ser sexta-feira.

      – Eu também! – concordou Simone. – Deixe-me voltar para o prédio. Espero que não esteja chovendo.

     Ao retornar para o prédio, voltou para os seus afazeres. Mas antes, resolveu checar novamente o horário: 14:45 , e pensou: “Faltam cinco minutos para o intervalo”.

     Neste exato momento, Silvia examinava atentamente as peças quando sentiu um leve tremor. Balançou a cabeça e voltou a se concentrar novamente. Porém, a sensação de que estava estremecendo continuou, então parou o que estava fazendo, deixando as peças sobre a mesa e olhou atentamente ao seu redor. 

      As lâmpadas começaram a oscilar levemente quando, de repente, um enorme impacto, fazendo um grande ruído. O chão começou a estremecer brutalmente, fazendo Silvia se segurar a mesa, confusa, sem saber como agir. Uma voz masculina berrou, dizendo: 

      – Jishin! Jishin! – “Terremoto!“

      Silvia deixou todas as peças sobre a mesa e saiu correndo apavorada junto com as demais pessoas. O pânico tomou conta de todos, que gritavam apavoradamente. 

      As prateleiras tombaram, os vidros trincavam, correr era quase impossível, seus pés saltavam do chão com o impacto do terremoto...

 

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